De tudo que pensei assistindo a Grêmio x Santos hoje de manhã a frase que melhor resume é o título do post: “É isso!”.

Era isso que eu queria ver. Dois times grandes que tem o protagonismo como idéia e não como oportunidade. Que buscam jogo, tocam a bola e sabem o que estão propondo.

O Santos é abusado. Nem tem time pra ir pra dentro, mas vai. Seu treinador é diferenciado, não porque tem métodos incríveis, mas porque tem uma mentalidade diferente do “não perder”.

Por ser gringo, blindado. E por ser blindado pode ter essa ousadia. Como Osório podia, como o Abel não poderá. Usa e usa bem o crédito. Montou um Santos improvável que dá gosto de ver jogar e que se nega a jogar feito um nanico, simplesmente porque não é.

O Grêmio tomou 2 gols e parou no detalhe. Foram 25 chutes a gol. Atuação de gala do goleiro do Peixe e um jogo emocionante do primeiro ao último minuto.

(aliás, ja notaram como os jogos das 11 são mais intensos?)

Ao final da partida, “é isso!”.

É só isso. Ou tudo isso. Independente do resultado, dois times dispostos a propor algo, impor sua forma de jogar e não se acovardando em campo feito um time de série C em busca de uma bola.

Quando falam que o nosso futebol não é igual o europeu, me nego a aceitar que seja por qualidade. É por mentalidade. Quando não somos frouxos, funcionamos. Quando copiamos ou nos intimidamos, somos piores.

Somos Renato e Sampaoli. Porque são dois sujeitos irreverentes, cheios de marra, com convicções e coragem. Somos o Diniz, que arrisca. Fomos Luxemburgo, Telê.

Somos. Ou fomos. Sei lá. Mas queria muito que voltássemos a ser.

RicaPerrone

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