Vou ser bastante direto e honesto: O Mário é meu amigo, não farei tipinho e nem deixarei de ser amigo dele por causa de nossos cargos. Logo, eleito ou não, nada mudará. Por consequência e óbvia direção de caráter, torço pelo meu amigo.

Se eventualmente você espera que eu vá fazer um jogo para simular que mal o conheço, que sou indiferente ao eleito presidente do Flu, se enganou. Farto de insinuações a meu respeito plantados por grupos políticos escrotos que mal me conhecem, quero deixar as coisas mais claras possíveis.

Porque o Mário?

Porque ele é megalomaníaco. Basicamente por isso.

Fluminense e Botafogo hoje vivem num cenário onde o conservadorismo e os pés no chão os farão encolher. Ou você arrisca e pensa grande ou você se apequena. O Flu de hoje aceita se diminuir e nos últimos anos foi assim.

Vendeu, fez bons e maus negócios, e no final segue sem dinheiro, sem ídolos, pouco competitivo em grandes campeonatos e cada dia mais longe do rival Flamengo. A única coisa que pode impulsionar um clube com problemas é exatamente um rival muito forte.

O Mário sabe disso. Os outros eu não sei se sabem. Sei que o Mário pensa o Flu maior do que ele é. E se isso soa um defeito, pra mim hoje é uma qualidade que o clube precisa. Alguém que o considere enorme e não um time menor que tem que se adequar.

Ser rival do Flamengo é maravilhoso e vê-lo crescer e se tornar muito rico, idem. Desde que você não seja idiota de achar que não depende de rivalidade pra existir. E o Mário sabe dessa relação.

O Fluminense popular não existe. O Fluminense é um time de elite, diferenciado e deve ser visto e tratado dessa forma. Posicionamento. Parar de tentar ser “de todos”, porque não é. E ao tentar ser escancara um fracasso, porque não será nunca.

O Mário tem defeitos. Mas é um sujeito que diz A e faz A. E se tiver que mudar pra B, te liga e avisa. Não manda recado, não some e nem passa a culpa pra terceiros. Ao contrário do que alguns cafajestes dizem por aí, ele nunca me convidou pra trabalhar no Flu. Nunca me pediu ajuda de mídia pra ser eleito e menos ainda em troca de alguma função.

Mas já fui convidado pra trabalhar no Flu, através de outro dirigente, e eu não pude/quis aceitar, embora tivesse ficado honrado e nunca usado essa oferta pra me promover. Como obviamente por trabalhar no futebol há 20 an0s e ser um pioneiro em rede social, internet e outras coisas, já fui convidado por alguns clubes. Provavelmente é a primeira vez que escrevo isso no blog.

Porque o Mário?

Dos mais diversos motivos, o risco. E dos que eu mais gosto, o fato de ser louco por aquele clube. O menos relevante mas pessoalmente impactante, por ser meu amigo.

E sim, continuará sendo. Presidente ou não. Gostem ou não os opositores e criadores de teses estúpidas sobre o caráter alheio sem conhece-lo.

Boa sorte ao Flu.

RicaPerrone

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