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Estátuas não falam

Estátuas homenageiam, imortalizam, marcam, decoram mas não falam. Se falassem, muitas pediriam para ser demolidas ou mudarem de lugar. Outras, tão exaltadas, pediriam para mudar a pose tosca eternizada por algum crítico babaca que achou o máximo.

Atrás do gol de São Januário tem uma que não deveria estar la. Não por merecimento, mas por uma questão de localização.

Romário não é um ídolo do Vasco. Romário ultrapassou qualquer limite de clubes e se tornou um ídolo nacional. Sua estátua merecia estar no Maracanã, não em São Januário.

Dinamite, que conseguiu dinamitar seu incrível status de ídolo se expondo como presidente/político, bate de frente com Romário, mesmo garoto que aos 19 anos pediu para o técnico Antonio Lopes: “Me coloca no lugar do Roberto”.

Ousado, folgado, quase sem noção.  Romário fala demais porque fala o que pensa, é o que é. “Melhor segurar um louco do que empurrar um idiota”. Assim sendo, mais “Romários” ao nosso Brasil.

Estátuas não podem reclamar, nem mesmo escolher um lado. Se pudessem, nos decepcionariam.

Fazer uma estátua para alguém é um ato de razoável responsabilidade. Derruba-la é um ato de enorme covardia.

Romário fez o que fez e foi eternizado no Vasco, não pela estátua, mas pelos seus gols.

Se derrubarem, fica claro quem foi o maior jogador da história do clube.  Se deixar em pé, ainda haverá discussão.

O Vasco é maior que os dois. E se ela foi erguida por serviços prestados ao clube, não é o ego de nenhum deles que determina se ela deve ou não continuar em pé.

abs,
RicaPerrone

 

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