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Espetacular

O UFC é mais um dos diversos eventos que fui ver pessoalmente e me surpreendo com a diferença absurda do que é a experiência de estar lá e ver pela TV.

Tal qual o futebol, o desfile das escolas de samba, entre outros tantos, esta no ambiente do evento te leva a outro patamar.  Não sou um apaixonado. Sou um simples assistidor de lutas de brasileiros valendo título. Nada mais do que isso.

Nem sabia que ia ter UFC a 2 km da minha casa essa semana. Só quando me convidaram para ir ao evento, soube. E então, aceitei.

Cheguei ainda no card preliminar, sem saber quem eram os lutadores. Mas levou pouco tempo pra me envolver por completo.  O ambiente de luta, agressividade, até alguma “violência” – porque não dizer? – é somado a cerveja, multidão e nenhuma briga. O UFC zera a tese de que a bebida ou a aglomeração são responsáveis por qualquer incitação a violência.

Pessoas de bem não são violentas. É simples assim.

Organizado, feito claramente para quem pagou pra assistir e não pra quem quer lutar. Como um evento de entretenimento deve ser em qualquer parte do mundo, mas que aqui ainda prezamos pela idéia de que o importante é o esporte, o esportista e o clube.  Não, não é. O importante é o consumidor do evento e ponto final.

Se pra um lutador é bom lutar com fulano mas o evento acha melhor pro UFC que ele lute com ciclano, é com ciclano e fim de papo.  É a famosa briga do Mineirão ou Horto pra finais.  Se tem um Dana no futebol brasileiro, é mineirão, meio a meio, e eu não to nem aí se é melhor pra um ou pra outro.  Pro público, pro evento, pra grandeza do espetáculo é melhor. Fim de discussão.

Aqui morremos discutindo. Mas entendo, não condeno. Não sou burro.  Estamos falando de um sistema estabelecido por 1 seculo contra um  criado, comprado e revendido em fatias com esse fim. Óbvio que todo esporte americano é mais comercial e menos político. Tudo que tem dono funciona melhor do que é que é político.

Mas voltemos ao octogono.

Embora eu tenha preferência por boxe, odeie luta no chão e ache alguns golpes exagerados, como joelhada na cara por exemplo, o UFC me ganhou em minutos.  A adrenalina que tem em volta daquilo é incrível. O envolvimento das pessoas, a praticidade de se ter apenas um foco e ele ser bastante reduzido.

Não há campo, espaço, vários atletas. São 2, colados, num espaço micro e centralizado. Todos na mesma direção, reagindo sem poder fazer cena porque você não sabe o que vai acontecer. Não se cria um lance de ataque até que o gol apareça. O soco sai do nada e … nocaute!

É incrível!

Um dos melhores eventos que já fui. Pra entrar, pra sair, pra assistir.  Não a toa é um fenômeno mundial. E não a toa ganhou mais um grande fã na última semana.

Lá tem muita porrada, mas o maior soco na cara é na de quem acha que esporte é competição, busca por justiça e preservação de clubes/jogadores em detrimento do consumidor final.  Esse soco a gente merece levar. Mas se não acordarmos na primeira, eles vão continuar metendo a gente na grade e enfiando a porrada até a gente acordar.

abs,
RicaPerrone

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