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E quem saiu lucrando foi… o Brasil!

Toda Copa é a mesma merda. Alemanha, Itália e Brasil como favoritos, França, Argentina, Holanda, Espanha, Portugal, Inglaterra e mais alguém como candidato a “surpresa”. Normalmente elas terminam nas mãos dos favoritos. Mas, depois dessa, a expectativa pode mudar.

E quem ganha com este festival de “zebras”? O Brasil, que recebe a próxima Copa com muito mais atrativos do que as últimas.

Quando a bola rola, ninguém aposta no Uruguai. Ninguém dá nada pros EUA, e teremos, após alguns anos, um “novo campeão mundial”. Assim, no Brasil, teremos atrativos interessantes.

Além do trio de ferro, vem aí uma “atual campeã” que entra na lista de favoritos, óbvio.

Argentina e Uruguai, em seu continente, ganham força, como a história das Copas nos ensina.

A vice de 2010, Portugal, EUA, algum africano, Inglaterra e França também prometem. Afinal, nos casos de Inglaterra e França será questão de honra uma posição melhor do que esta. Assim como será para a Argentina, na casa do rival, humilhada há 20 anos.

Se nesta Copa esperavamos por 5 times e tivemos apenas 2 ou 3 jogando grande coisa, na próximas esperaremos por muito mais.

A “nova ordem” do futebol é o equilibrio, causado pela covardia, mas, não deixa de ser equilibrio.

Nesta Copa do Mundo não tivemos zebras sem futuro. Tivemos “zebras” com possibilidade de manutenção, como a França em 98, que em seguida foi a outra final e ganhou uma Euro.

A Holanda e a Espanha não terminam seus ciclos aqui. Assim como a Alemanha, jovem time que foi sensação da Copa. Como os eternos promissores argentinos, que podem causar expectativa, mesmo com o final conhecido.

O Uruguai e sua camisa pesada, assim como os africanos, que não chegaram a semifinal por um detalhe, literalmente.

Se a Copa não foi tão boa pro time brasileiro, se as expectativas foram maiores do que o resultado, algo de bom ficou.

As expectativas para a próxima serão ainda maiores, e esta veremos ao vivo e a cores, no estádio.

Deus é Brasileiro, óbvio. Pois se alguém que conhece o mundo todo pudesse escolher, que é o caso do patrão lá em cima, escolheria aqui. Assim sendo, nos reservou uma Copa cheia de expectativas.

“E se for ruim?”, você pode perguntar.

Eu te diria que, desde que a bola rola, o mais gostoso do futebol não é o jogo, o título e nem o dia seguinte. É o que vem antes do evento.

Logo, largamos na frente. Nossa Copa será a mais esperada. E tenho certeza: A mais singular de todas.

Afinal, somos únicos.

Só espero que, diferente do que andamos fazendo no campo, façamos a Copa a nossa maneira, e não a européia.

Aqui, se toca samba, não U2. Aqui, cantamos e pulamos durante os jogos.

Aqui, mesmo que a FIFA faça um manual, cabe a nós deixar tudo com a nossa cara, sem vergonha nenhuma do que somos e do que temos.

É o que espero. Uma Copa como cartão de visitas, não uma cópia de alguém.

E pra isso teremos que engolir boa parte da nossa mania de yorkshire e aceitar nossos ritmos, culturas e jeito de ser.

Se não gostarem, foda-se. Tá na hora de nos aceitarmos melhor. E a Copa é uma grande oportunidade.

abs,
RicaPerrone

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