Eu costumo dizer que o mal da comunicação virtual é que ela não tem tom de voz. Se eu chamar um negro de “negão”, ele saberá minha intenção. Se eu escrever, nem ele e nem as mil pessoas que adoram aparecer numa causa qualquer saberão.

E dali pra frente eu vou ser massacrado até arregar e pedir desculpas por algo que nem fiz.

Todas as polêmicas em redes sociais terminam em um pedido desculpas. Normalmente não porque se achou que estava errado, mas porque marcas e patrocinadores tem PAVOR de 1% de rejeição.

Como que a gente sabe o tom da brincadeira dos meninos do Vasco?

Quem disse que eles estão debochando das vaias da torcida? Poderiam estar vaiando entre eles, ou colocando um post pra “peitar” as vaias e amanhã após comerem a bola colocar outro sacaneando.

Sei lá. Nem você sabe. Só eles.

Deboche da torcida? Duvido. Não tem porque, não tem perfil, não são rebeldes de passado cheio de polêmicas pra imaginarmos isso.

A internet ainda é muito mal interpretada. Se uma marca postar uma piada, tiver 100 mil curtidas, 5 mil comentários e destes 300 contra, todo mundo fará a leitura de que causou rejeição.

Não causou. Sempre, pra tudo, haverá na web um grupo de pessoas procurando um problema.

Não se esqueça que há 30 anos as pessoas mais infelizes do mundo ficavam em casa reclamando da vida enquanto as demais viviam. Hoje essas mesmas pessoas passam o dia na rede social enquanto as que vivem dão uma passada por elas.

Duvido da má intenção, tal qual da interpretação coletiva de deboche. Tudo na internet parece 1000 vezes maior do que é. Menos as coisas boas.

abs,
RicaPerrone

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