Outro dia o Felipão foi massacrado pela imprensa brasileira porque perdemos de 7×1. Merecido ser criticado, é parte disso, cometeu erros. Mas entre a critica e o massacre está o ponto que destoa a audiência. Quanto mais babaca você for no ar, mais gente para pra ver.

Gritos, piadas idiotas e radicalismo na opinião fazem pessoas idiotas se interessarem em ver o circo pegar fogo. Mas eu sempre digo que você pode ser o que for, ter o lado que quiser, e só terá respeito de fato se o mantiver ao longo dos anos.

Coerência vale mais do que audiência imediata. E humilhar ou desmerecer o Felipão não é uma opinião, é mera burrice e vontade de ser povão na hora da dor.

O “ultrapassado” voltou, engoliu a mídia, os times todos, está chegando nas decisões e jogando um bom futebol.

O mesmo Felipão que começou um processo no Grêmio que hoje todos reconhecem, mas que na época mais e mais gente com ejaculação precoce desmereceu.

Tem gente que contestamos. Tem gente que o tempo nos ensinou a calar a boca e respeitar. Isso não isenta ninguém de críticas, mas dá a certas pessoas um tratamento diferente pelo que representa, o que fez e o pouco que cabe se duvidar dela.

Agora é um festival de argumentos esdrúxulos tentando dar uma volta enorme pra chegar  no óbvio: Quem conhece futebol é o Felipão, não jornalista.

Ele pode não ser campeão brasileiro e nem da Libertadores. Não é esse o ponto. O ponto é que um país sem respeito por quem chegou lá, sem memória por quem já fez por nós e sem vergonha na síndrome de tentar sempre diminuir os vencedores e não busca-los, não pode dar certo.

Felipão é um ícone no que faz. E ponto final.

A não ser que você queira passar mais vergonha…

abs,
RicaPerrone

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