O Grêmio faz um time sem estrelas, ganha a Copa do Brasil e muita gente chama de lampejo.

Vem a Libertadores, o Grêmio ganha sem dó nem contestação. É semifinalista da Copa do Brasil e quarto no Brasileirão. Agora sim, acaba.

E não acaba.

Vem 2018, o time ganha o estadual, a Recopa, termina o Brasileiro em quarto e vai a outra semifinal de Libertadores.

Vende peças nesse período e repõe a maioria sem gastos. Aliás, tem gastos. Os únicos caros foram André, Bolanos e Marinho. Nenhum acima de 10 milhões de reais. Os três não deram certo.

Curioso. Mas agora acaba.

O ciclo do Renato está no fim. O Flamengo fez proposta, o Luan está mal, não tem como. Agora acaba!

E ganha o gaúcho,  aparece em seu time, feito em casa, o melhor jogador do país e também da seleção na Copa América que ganhamos.

Renato fica. Everton também.

E vem a semifinal da Libertadores, a da Copa do Brasil, o jogador mais caro do país fica, e ainda faltam 4 meses pra acabar o ano.

Agora acaba?

Não acaba. O que deveria acabar é a busca doentia por dinheiro num país onde bem administrado você tem TODAS as soluções dentro de casa.

Deveria acabar a justificativa de que “ganhando menos do que aquele eu não posso competir”.

Ou melhor, a de que sem muito dinheiro hoje em dia só por milagre.

Pois que canonizem o Grêmio então. Porque ele é a prova de que todas as “verdades” de quem perde não passam de grandes desculpas.

RicaPerrone

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