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Dourado e seus impactos

Talvez seja uma questão de tempo, talvez seja de mentalidade.  Mas quando vejo o Dourado negociar com o Flamengo eu sinto o que muito tricolor esta sentindo: um Fluminense menor.

Eu sei que a diferença de valores é grande. Que naturalmente o Flamengo tende a ter mais dinheiro, mas por outro lado você vender um jogador que não queria vender ao seu maior rival gera algum impacto na cabeça do torcedor, na imagem do clube e na postura do time.

Sim, o Flamengo é hoje subir um passo na carreira do jogador. O Fluminense jogará um ano pra não cair, o Flamengo olhando pra títulos. Um paga em dia e ganha cada vez mais, o outro vive um caos político e um racha com a torcida.

Mas daí a ver até a “birra” ser engolida pela necessidade, machuca.

Nem mais o “pra você, não!”, que o torcedor adorava, dirigente mais ainda.  E obviamente o tricolor se dividirá em dois. O que assume o cenário e o que brigará dizendo que “não me importo. Por 4 milhões eu acho que negócio é negócio”.

O segundo é mentiroso. Mas foda-se.

O Flamengo contrata (se confirmado) um atacante muito bom, que cobra penaltis como ninguém. Será uma bela opção ao Guerrero. E o Fluminense aceita que seu time não tem mais nenhum grande jogador. Todos foram vendidos.

“Ah mas a Chapecoense com time sem estrela faz bom campeonato e sobrevive há anos”….

A Chapecoense não tem pressão. Tudo que ela faz é surpresa. O Fluminense é o Fluminense.

Eu entendo que pagar dívidas é fundamental.  Mas o rico, quando vê que a conta não fecha se vira e ganha mais.  O pobre economiza.

Essa mentalidade diz muita coisa sobre um cidadão, uma empresa e um clube.

O Fluminense hoje não acredita em seu próprio poder de manter o status de gigante. O Peter pensava assim quando dizia ao conselho que eram o Fulham do Brasil. E o Abad, pelas atitudes, idem.

É um bom negócio pro Flamengo. Emblemático pro Flu.

abs,
RicaPerrone