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Diga não à viadagem!

Juiz muitas vezes fala grosso, humilha jogador, se acha o dono do campo e tudo bem.

Um jogador se irrita, te xinga, você com razão o expulsa. Precisa do “dia seguinte”?

Precisa mesmo relatar tudo isso e pedir punição além do vermelho? É realmente algo grave numa partida de futebol um juiz fazer algo que o jogador discorda, ele perder a cabeça e ofende-lo?

Se ele te dá um soco, vá lá. Justo. Mas por causa de um “Viado filho da puta”?  Porra, meu parceiro…. Eu não sou fã do Luis Fabiano, nem passa pela minha cabeça defende-lo do justíssimo rótulo de revoltado, rebelde, inconsequente, etc.

Mas expulsa, tá feito, acabou ali.

Esses recursos de cameras e julgamentos só ajudam a corrigir o que convém. Porque as cameras não são usadas pra banir um arbitro como o PC Oliveira que toda segunda-feira é dono do lance mais absurdo da rodada, por exemplo. Mas pra pegar um jogador, vale.

Vocês, juizes, são blindados. São ruins, bem ruins.

E tudo bem, a gente entende, vocês sequer são profissionais e nem é por culpa de vocês. Mas daí a levar o futebol como um balé, não rola.

Existem ofensas e ofensas. Quando um torcedor vai  no meu twitter terça-feira a tarde e me xinga, eu bloqueio. Quando aos 30 do segundo tempo eu digo que não foi penalti e ele me manda tomar no cu, eu ignoro. É do jogo, é parte da situação.

Ah mas hoje em dia, bla bla bla bla.

Hoje em dia vocês, juizes, continuam apitando mal pra cacete. Qualé a mudança sugerida? Que os jogadores passem a ter sangue de barata com vocês, amadores despreparados que decidem o rumo de profissionais num sopro?

Vamos devagar, meu parceiro. Quando escolheu ser juiz, sabia onde estava se enfiando. Se virou bandeira, pior ainda.

E se erra, merece ouvir. Se passar dos limites, você expulsa.

O jogo acaba, o time ja foi punido. Não precisa do dia seguinte, do relato, do draminha e da cena de coitadinho.

Ontem era só futebol, “seu viado de merda”.

Hoje, pós jogo, não é mais, “senhor juiz”.

Entender o contexto do que te faz alguém na vida é tão fundamental quanto saber o que é um impedimento.  E agora sabemos que muitos de vocês, juizes, não sabem nem um, nem outro.

abs,
RicaPerrone

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