Cansei de ver um time jogar um futebol ruim, ganhar e ter na figura do seu comandante um tom de deboche a quem “criticou” durante o ano.  A crítica é pesada, vira guerra, vira birra e em algum momento se quer revidar e não comemorar.

Natural do ser humano. Não condeno. Mas passei anos esperando que alguns treinadores falassem ao final de uma vitória grandiosa que “não está bom”. Porque futebol não pode se resumir a resultado, embora os mesmos especialistas que pedem isso façam do contrário uma regra.

Carille saiu do campo dizendo que “não está bom”, que “foi o menos merecido dos últimos 3”, e não deixou de exaltar a conquista. Mas deixou um recado pro grupo, uma voz de comando, uma visão crítica de quem consegue enxergar o que é dirigir um time protagonista que não pode “não jogar” como fez o Timão algumas vezes em 2019.

No lugar dele 95% dos treinadores daria na imprensa uma invertida. Ele até poderia, afinal, foi campeão. Mas entendeu que a crítica era justa – e neste caso é mesmo – e agiu com inteligência e coerência.

O tricampeão merece aplausos e correções. E só há expectativa de corrigir algo se os aplausos não sufocarem a análise.

Carille não fez do título um oba-oba. Talvez por isso ele tenha 3 e não um só “por acaso”.

RicaPerrone

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