É comum hoje em dia defender teses sobre futebol dando números. Eu gosto de números, os uso, mas no futebol ainda os entendo como biquini: mostram tudo menos o que interessa.

Cristiano pode ter 120 mil gols, ou 600. O que faz dele um dos maiores de todos os tempos não é matemático.  Você só sabe que se trata do melhor do mundo quando olha pra ele.

Não, não! Sem viadagem. Me refiro a postura do sujeito. A confiança, a forma com que chama pra si a responsabilidade e a alergia que ele tem a ser coadjuvante em grandes jogos.

O craque normalmente, em algum momento, se encosta no fato de ser craque. Talvez por ter se feito muito mais do que nascido craque, Cristiano não se acomoda. Ele atua num limite irritante o tempo todo e nem mesmo o peso de ser cobrado como o dono do time lhe afasta de ser, de fato, o dono do time.

É impressionante. Jogos como os de hoje deixam a gente sem saída ao tentar encontrar “poréns” que o desqualifiquem da lista de maiores de todos os tempos.

E por mais que os números comprovem isso, eu diria que os números são os que menos me impressionam. Não há dado estatístico capaz de medir o que significa um sujeito pegar uma bola aos 40 do segundo tempo, morto, após ter feito 2 gols, e cavar uma falta, cobra-la com perfeição e resolver mais um jogo.

Desta vez não era o Getafe. É a Espanha e numa Copa.  Nos clubes a gente faz ídolos. Nas seleções se determina quem são os super heróis.

abs,
RicaPerrone

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