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Copiar nem sempre é preciso

Caros diretores da CBF;

Sei da dificuldade que tem em analisar qualquer tipo de regulamento ou oportunidade de, de fato, melhorar nosso futebol. Sabemos também que não é de interesse de vocês fazer com que as coisas sejam melhores para os torcedores.

Ainda assim, teimoso que sou, insisto.

Li que é possível fazer com que a final da Copa do Brasil, que em 2013 volta a ser recheada com todos os grandes, seja em jogo único num campo neutro pré-determinado. Como na Europa, é claro.

Deixa eu contar um segredo pra vocês:  Aqui não tem trem.  A distância entre Belém e Curitiba é enorme, e o torcedor do Coxa, numa eventual final em Belém, não vai poder ir.

Ele não sairá de casa num dia e voltará após o jogo, queridos.  Copiar a Europa é uma mania idiota para agradar jornalista baba-ovo que acha que tudo que vem de lá é “sensacional”. Pode ser lá pra eles, pras negas deles.

Eu não tenho nada com isso. Não é cultura nacional o jogo único em campo neutro.  FlaxFlu é no Rio, e se der Gremio x SPFC, quem merece ir ao jogo são os torcedores do SPFC e do Grêmio, não um bando de turista que vai pagar 200 paus pra ver um jogo desses uma vez na vida e tirar do torcedor comum, essência do futebol, o direito de estar presente.

Ah mas tem flamenguista em Manaus! Sim,  então joga Barcelona x Real Madrid na China, pois aposto que nem na Espanha tem tanto torcedor deles quanto por lá.

A questão não é onde, mas sim a mania idiota de copiar tudo, até porcaria.  Eles PODEM, é tudo perto, tem trem. Nós não.

Se fizer isso, dará a uma final cara de amistoso, será jogo pra turista, curioso e quem tem dinheiro.

Futebol é do povo. E se o povo não pode ir até ele, ele não deve sair de perto.

Final é na casa dos finalistas. Ou, pra que alguns de vocês entendam: “The final is in the home of the finalists”.  Pegou?

abs,
RicaPerrone

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