O rubro-negro sempre foi megalomaníaco. Sua postura nunca foi proporcional aos resultados e a graça do Flamengo é exatamente essa. A facilidade com que se vai do céu ao inferno e a injustificável confiança em momentos não tão favoráveis.

Ser Flamengo é esperar o improvável como tendência.

Nunca o flamenguista foi tão “insuportável”.  Também pudera, se nunca tiveram estrutura, contas em dia, dinheiro em caixa e ainda assim já mantinham o otimismo acima da taxa do explicável, imagine agora.

Como você racionaliza e contém o rubro-negrismo do sujeito diante de um time de milhões, reforços de valores inimagináveis há poucos anos, um treinador europeu, jóias surgindo da base… enfim. O mais pessimista dos flamenguistas hoje almoça olhando passagem pra Dubai.

Vai? Não sei. Mas hoje, com esse time, uma goleada dessas, casa cheia, reforços chegando, é muito pouco provável que algum argumento ou “porém” tire do torcedor a euforia natural de um Flamengo que rascunha ser o que nunca foi, embora já tenha sido dono do mundo.

Jesus ainda não pode ser julgado. Mas o fato de ter tirado do futebol brasileiro a obrigatoriedade de escalar um time com 3 na frente e uma formação espelhada nos rivais já lhe dá algum crédito.

O Flamengo hoje jogou o que dele se espera. Pelo time que tem, pela mobilização que a torcida está fazendo, pelas condições de treino que jamais tiveram.

Estamos falando de alguém que  esperava picanha, comia cupim, as vezes “passava fome” e hoje está sentado no melhor rodízio da América do Sul ajeitando o talher pra começar a comer.

Você pode até duvidar se ele vai matar a fome. Mas não pode condena-lo pela expectativa.

RicaPerrone

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