Se faltava um episódio para registrar o quanto os dois lados deste país estão idiotas e cegos em busca de um argumento pra atacar o outro lado ou se vitimizar, apareceu. O episódio Cinemark é inacreditável.

Existe uma rede de cinemas que passa filmes como todas as demais. Além disso, como também as demais, aluga suas salas para eventos privados. Só que nestes eventos privados a empresa toma o cuidado de não aceitar por exemplo que um comitê de um partido alugue pra um comício.

Ou seja, pode alugar. Só não pode usar para fins partidários e políticos.

Um grupo alugou a sala para passar um filme. O Cinemark não viu do que se tratava, que era de um evento COMEMORATIVO ao aniversário do “golpe”.  Alugou o espaço e permitiu a exibição conforme contrato.  Eles não sabiam o tema do que seria exibido ali dentro.

Quando foram contestados, explicaram que foram pegos de surpresa pelo tema e que não costumam permitir isso. Ponto. Acabou a discussão.

Não. Não acabou.

Covardemente as pessoas de direita chamaram de “censura”,  sendo que a empresa está dizendo que não permite esse tipo de manifestação e ainda assim cumpriu o contrato e permitiu a exibição nos dias contratados.

Jogaram na cara filmes como “Lula o filho da… ops, do Brasil”.  Como se um filme em grade comercial tivesse alguma relação com a comercialização das salas para terceiros.

A esquerda deu ataque porque exibiram. A direita porque não vão mais exibir. O Cinemark apenas manteve sua política e cometeu um  erro de não ter entendido que a sala alugada para aquele evento privado tinha alguma manifestação política dentro.

Boicote ao Cinemark! Viva o Cinemark! Agora quero ver Mariguela!

Jesus. Vocês enlouqueceram. Não houve censura, nem apologia. Apenas um contratante que não deixou muito claro pro cinema o que era que seria exibido ali.  Não era uma sessão do Cinemark. Tenham a mínima vontade de procurar saber antes de julgar.

Lula, Mariguela e Polícia Federal são filmes. E como filmes vão para as grades dos cinemas. Você pode amanhã ir ao Cinemark e alugar uma sala para passar o filme da sua filha dançando na escola pra sua família ver. É outra coisa.

Basta separar o óbvio. E ter boa fé.

Um requer inteligência, o outro índole.  Não sei qual falta em cada caso, mas a primeira é perdoável.

RicaPerrone

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