Discutir o D’Alessandro como jogador é uma bobagem. Joga muito, jogou muito, tem títulos e 10 anos de Internacional. É um grande ídolo e merece toda paixão colorada que o acompanha.

Não tenho qualquer expectativa de critica-lo e não se ofendido por todos os lados. Ídolos não erram, e quando erram, o errado é quem notou e não ele.

D’Ale tem uma característica que eu gosto e dou risada.  Ele briga, arruma confusão, tem um metro de altura e se acha enorme. Eu acho divertido o jeitão dele de tomar conta do cenário como se fosse um torcedor revoltado com qualquer motivo, tenha ele razão ou não.

“Ah todo mundo queria um cara como ele no seu clube”.  Sim, sim. Ele tem um perfil que o torcedor adora.  Ele “briga”como um torcedor brigaria. Então certo ou errado a gente adora.

Mas aí vem a parte que não dá pra curtir, porque se os arbitros não fossem tão bonzinhos com ele, convenhamos, ele jogaria 2 e folgaria uma suspenso.  Todo jogo ele apita, todo jogo ele arruma confusão, e não tem sido incomum ele agredir adversários.

Quando ele faz isso, torcedor, e você naturalmente vibra porque está no calor do jogo, ele está colocando em risco o jogo que vem e o atual. Ele pode ser expulso se o juiz ver. Nos últimos 2 jogos ele deu em 2 jogadores. Ambos mais novos, óbvio que não por acaso.

Todo folgado sabe até onde pode ir. O D’Alessandro jamais irá pra cima do Felipe Mello, do Geromel ou do Guerrero. Ele vai no Paquetá, no Luan, no menino da Chape, no lateral que tá começando, ou quando tem um puta tumulto em volta dele e sabe que haverá turma do deixa disso suficiente pra evitar a briga.

Ele não é burro. Se ele brigar, ele apanha de 90% dos caras que ele peita. Quase todos são bem maiores que ele, além de mais jovens.

O problema do D’Alessandro não é ser esquentado, apitar jogo, nada disso. Tudo isso é jeito de ser, só me diverte. Mas os soquinhos na cara, mão na garganta, tapa escondido… aí é coisa de argentino. E até onde sei, não aplaudimos métodos de um futebol rival e derrotado.

D’alessandro pode ser divertido e chato. Violento, não. Se você, colorado ou não, acha maneiro que ele dê um soco na cara do Paquetá porque tomou um chapéu… ok. Sem problemas. O Kleber Gladiador ganha um salário alto até hoje porque existe gente como você.

De alguma maneira, sinta-se bem por sustentar uma categoria de jogador de organizada. O cara que tá lá sem se importar com o cartão, o grupo ou o jogo. Desde que saia nos braços da organizada porque “briga pra caralho”.

abs,
RicaPerrone