Claro, pro torcedor apaixonado ele é traidor. Mas Carille, como toda pessoa no futebol, precisa pensar nela em primeiro lugar. O cargo de treinador é cruel, bastam 5 derrotas e lá está o “desejado Carille” no papel de “desempregado Carille”.

A proposta da Arábia é daquelas que vai dar pro sujeito a estabilidade financeira para que volte daqui 1 ou 2 anos e possa escolher clube, não ter que topar qualquer coisa, além de ser uma óbvia experiência pessoal morar em outro país.

O cara fez de um Corinthians com jogadores comuns um time campeão e duríssimo de ser batido. Ganhou o Brasileiro, o Paulista, e deixa o time bem na Libertadores e no Brasileirão.

Tem que ir mesmo!

Vai confiar em dirigente que terá estabilidade? Não vai. Sabemos, faz 100 anos que é assim. Treinador quando puder sair, sai.  Ao contrário dos jogadores o contrato dele ser rompido não é um problema pro clube, mas pra ele mesmo.

Seguindo a filosofia o Timão vai buscar o sucessor natural. E que dê certo, pois estava mais do que na hora da meritocracia chegar aos treinadores.  Rodar os mesmos 20 por 20 anos e não subir os treinadores da base era como dizer que não havia espaço para o novo.

O novo tem vencido. Dos 4 primeiros do Brasileirão, 4 treinadores novos promovidos da base.

Carille tomou a decisão que talvez você não concorde. Mas que com absoluta certeza também tomaria.

abs,
RicaPerrone

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