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Cadê o “melhor da América”?

Não me refiro ao Santos, nem ao Peñarol. Achei que hoje, na decisão, eu tiraria minha dúvida sobre quem merece ser o “campeão da América”. O que vive de sorte ou o que vive da genialidade de um só jogador.

Ficou pra semana que vem. Hoje, no Uruguai, não houve futebol.  Nem sequer uma sombra daquilo que esperamos chamar de “melhor da América”. Qual será, não sei. Hoje, ele não apareceu.

Não vou repetir o que muitos já estão dizendo porque nem mesmo eu,  confesso perseguidor do futebol mediocre e de seus “pastores”, entendo que com desfalques e lá, o Santos não poderia ir muito além do que foi.

Poderia, claro. Mas pro Muricy, acreditem, foi até uma surpresa o time não ter ficado na área dando bico pra frente tomando sufoco o tempo todo.

O Santos teve méritos em marcar na frente.  O primeiro tempo terminou com alguma pressão do Peñarol, mas durante a maior parte eles não conseguiram sufocar o Santos, que é a tática principal desses times sulamericanos.

Quando termina o primeiro tempo os uruguaios já poderiam estar vencendo. Mas, por sorte do Santos e incompetência deles, não estava.

No segundo tempo, vendo que a bola não saia redonda, o Peñarol passou a maior parte do tempo cozinhando o jogo e mostrando o quanto seu time é ruim tecnicamente. O Santos, que se faz menos perigoso do que deveria ser por escolha e desfalques, parou.

No fim, quando viu que o Santos abriu mão de tentar o gol, houve sufoco e novamente o Peñarol teve chances de matar o jogo.

No fim das contas o Santos deve ter tido uma chance de gol clara. Os uruguaios no mínimo 4.

Poderia ter sido o fim do sonho, mas não foi. Por sorte do Santos, a mesma que o acompanha desde as oitavas, onde o time passou a jogar bolas no Neymar e mais nada, e por muita incompetência do Penarol.

Os uruguaios tem camisa. Mas só camisa. Se colocar os 2 pra jogar em campo neutro, sem valer taça, sem pressão, o Santos enfia 5. Com Muricy, uns 2.

Valendo, com as camisas pesando, a coisa equilibra um pouco.

A vantagem do Santos é relativa. Existe, é técnica e gritante. Mas vai por terra se o Peñarol fizer 1×0. Torcida no Brasil não apoia, cobra.

E o Neymar, sozinho, nem sempre vai resolver. Hoje, por exemplo, ao marcarem o garoto, o Santos acabou ofensivamente.

Aguardemos porque ainda tem jogo. E quem sabe futebol, coisa que não teve na primeira decisão.

O Santos tem tudo pra ganhar a Libertadores. Basta esquecer o que está disputando e apenas encarar os 11 jogadores limitadíssimos do outro lado.

Agora em 1 semana saberemos se mata-mata é sorte ou se é talento e competência de quem trabalha, é sério, comprometido e vencedor.

Ou alguém duvida que vai ser oito ou oitenta conforme o resultado?

abs,
RicaPerrone

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