“À lá Grêmio”. Com todos os ingredientes que despertam nesse time já não tão esfomeado uma necessidade incrível de caçar. Com expulsão, drama, altos e baixos, vaias e aplausos, heróis e vilões e, óbvio, uma noite de copa vitoriosa.

Era 5 do segundo tempo quando Geromel, o mito, resolveu o jogo.

Notando a dificuldade de Renato Gaúcho em tirar seu centroavante, do Grêmio em entrar no jogo e da fase do Tardelli, o zagueiro “sentou a pua” no paraguaio e propositalmente foi expulso.

Foi expulso se sacrificando para forçar a saída de André. Pronto, agora o Grêmio continuava com 10.

Geromel é esperto. Ele sabia que o David era mais perigoso que ele no ataque. Sabia que sairia o André. Sabia que ele teria que repor atacante e que esse seria o Tardelli.

Com “um a menos”, o Grêmio passou de favorito a desafiado. E então surge o gremismo em estado puro. Jogo de Copa, situação complicada e a obrigação virou superação.

Gol de Tardelli, gol de Deivid. Renato em paz, Tardelli de volta, jogo resolvido, clima de Libertadores pra um Tricolor que as vezes parece distante daquela gana de 2017.

A parte mais importante do futebol é o direito que cada um tem de ver a mesma coisa de forma diferente. E se algum gremista não viu isso hoje, está cego.

RicaPerrone

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