Provavelmente “assustada” com a dificuldade das protagonistas vencerem na estréia, a seleção brasileira entrou determinada a não ser mais uma delas. Jogou por 25 minutos o que se espera dela. Toques rápidos, pressão, controle absoluto do jogo.

Gol do Coutinho. 1×0.

Ufa! Não vamos tropeçar na estréia. O gol que era um problema se demorasse a sair, saiu.

E então, relaxaram. O Brasil perdeu por completo a vontade de fazer gols. Assistiu a Suiça tentar sem sucesso jogar nos minutos finais do primeiro tempo e ainda assim saiu dele tranquilo, vencendo, sem ser ameaçado.

Gol da Suiça. Irregular, foi falta. O Miranda não perde de cabeça, ele é impedido de subir.  E então o drama que se previa para 90 minutos agora tem 40 pra ser revertido.

Tudo começa a acontecer conforme o pessimista imaginava. Nervosismo, ferrolho dos caras, dificuldade de criar, a bola não entra, e acaba empatado.

O que evitamos aos 20, devolvemos a nós mesmos no segundo tempo. Mais uma vez, como acontece em 95% dos casos, a seleção brasileira sai de campo com um resultado muito atrelado ao psicologico.

É óbvio que somos melhores que a Suiça e o jogo em si mostra isso. Foram 21 chutes contra 5. Mas isso não basta.

Neymar precisa ser mais simples. Ele é cobrado como dono do time, mas não precisa aceitar essa condição em todos os lances. Pode tentar ser em alguns deles. Todos, não.

E a tal ousadia e alegria do time virou nervosismo e cruzamento na medida em que a Suiça se fechou feliz com o resultado.

Vamos classificar e vencer os próximos dois jogos. Não tenho dúvida disso. Mas é preciso jogar 90 minutos, seja qual for o adversário. Isso é Copa do Mundo, e do outro lado haverá sempre um time disposto a dar a vida para ganhar da gente.

abs,
RicaPerrone

Compartilhe!
  • 3
    Shares