Desfalcado, perto da zona de rebaixamento, cheio de garotos e com problemas financeiros. O que faria do Fluminense hoje um “não franco atirador” na partida contra o poderoso, rico e quase completo Flamengo cheio de estrelas?

O mais doente rubro-negro não reconhecerá, mas invejou. Posse de bola, iniciativa, controle do jogo, oportunidade criada e tudo isso num cenário onde 99% dos times se enfiaria atrás, abriria mão de jogar e apenas tentaria uma bola parada.

O Fluminense não ganhou, mas deu uma aula no Maracanã.

Mostrou não apenas ao Flamengo que não há argumentos suficientes que justifiquem não jogar. Que não há desfalques que te façam praticar o anti jogo e que o risco de perder está também atrelado a sua vocação pra vencer.

O Flamengo não tem uma forma de atuar. O Fluminense tem. O problema é que raríssimos clubes tem, e os que tem são com times bem mais competitivos que esse do Flu no papel.

É absolutamente empolgante ver um time de garotos pegar o mais rico time do país e controlar a partida. Não porque preferimos esse ou aquele, mas porque há uma tese em jogo.

Enquanto um compra, o outro faz. E qualquer pessoa que olhe o cenário do futebol sulamericano entenderá que esse é o caminho mais inteligente, embora menos midiático e imediatista.

Hoje venceu o Fluminense. Nunca será “obrigação” num clássico pra lado algum. Mas o Flamengo deveria ter tido a bola, o controle e a calma pra tocar. Foi completamente o contrário.

Há uma proposta nesse Fluminense. No Flamengo, só mais um time de futebol procurando uma bola.

RicaPerrone

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