Pato é muito bom jogador. Tecnicamente, um craque. Mas isso não basta e se bastasse ele não estaria longe da seleção desde os 24 anos.

Jogador que o futebol ajudou a estragar lhe dando precocemente tudo e mais um pouco. Retirou toda a fome antes do rodízio e portanto gerou uma frustração no estrago que ele “faria”.

Não fez.

O que não significa que não tenha sido até aqui um bom jogador. Mas o Pato que nós esperamos e o Pato que nós vimos são dois jogadores muito distantes. Talvez porque ele estreou estrela. Talvez porque fosse tudo aquilo, ou meramente – e é a minha aposta – porque tudo lhe foi dado antes dos gols.

Volta ao SPFC onde jogou bem em 2015. Mas ainda que seja uma solução na frente, não pode carregar nos ombros a responsabilidade de colocar um clube nos eixos.

Talvez o ataque. No máximo.  E já estaria bom.

Milhões de euros, aos 30 anos, vindo da China. Não sei.

Pato é aquele cara que estando no seu elenco você sempre vai considerar a hipótese dele estar afim de jogar bola e se tornar o melhor atacante do Brasil.

Estando no rival você o considera um modelo que não está nem aí pra futebol.

Eu considero as chances dele voar. E as dele dormir.  Mas também as chances razoáveis dele ser mais um num grupo que não consegue sair do lugar há anos, onde entra jogador, sai jogador e nada muda.

Talvez porque Pato seja uma solução pontual ao ataque de um clube que está a deriva. Mas é melhor estar a deriva com o Pato do que com o Trellez. Isso é.

RicaPerrone

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