Se os salários tão em dia, o Barra Music não atrai o elenco, a paz está reinando e o clube virou exemplo de gestão, algo tinha que permanecer intacto: a vocação.

Hoje cedo eu conversava com um amigo rubro negro, o Dudu, e falávamos exatamente no cenário. Casa cheia, time bem, euforia, favoritismo… conhecendo futebol, o Flamengo passa. Conhecendo o Flamengo, o circo tá armado.

Chega a ser curioso como algumas coisas no futebol se repetem independente de quem está vestindo a camisa. Parece que ela se sobrepõe ao jogador e conduz pelo clube. O Flamengo tem essa vocação para criar festas improváveis e estragar as festas planejadas.

Não era o gramado. O Atlético conseguiu segurar o Flamengo. Lá, fez até pra ganhar e bem o jogo. Aqui não, mas conseguiu evitar que o ataque do Flamengo funcionasse.

Tem azar também, é claro. A perda do Arrascaeta no começo, o gol perdido pelo Lincon. Mas enfim.

É fato que dos três jogos pós Copa América o que destoa é o Goiás, não o Flamengo, nem o CAP.   O incômodo fica pelos pênaltis.

Dos 42 em diante o Flamengo mostrou que precisa de algo mais pra ganhar uma Libertadores, se de fato a quiser. Um pede pra sair porque tá cansado. Aos 43? Com pênaltis por vir, Rafinha?!

Os outros batem os pênaltis como se estivessem tentando fazer golaço. Todos fracos, sem raiva, sem competição. O Flamengo que foi pras cobranças não foi o que brigou pela vitória em campo nos 2 jogos.

Ainda há “Flamengo” no Flamengo.  Pro bem, e pro mal.

RicaPerrone

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