Senhores, haja viadagem.

E não preciso explicar que a “viadagem” é um termo que remete a frescuras, firulas, não a orientação sexual. Preciso?  Não. E se precisar, foda-se.

A “guerra” estimula violência.  O “matador” é um termo ruim pro atacante. A comemoração zoando a torcida adversária gera punição. Abraçando a sua, também.

Bandeiras não pode. Cerveja, nem pensar.  O menino que sobe da base e provoca é “arrogante”.  O que fala em Deus a cada 2 palavras e não tem opinião sobre porra nenhuma é “exemplo de atleta”.

Na folga, não pode beber.  Beijar uma garota no transito sendo solteirão é “polêmico”.

Eles querem um futebol moderno e rico num país fodido.  Querem o fim da violência no futebol dentro de um país violento. E querem que nosso futebol se renove, evolua, pare de repetir o que fazia em 1985!  Isso dito numa mesa redonda com 6 senhores de cabelos brancos discutindo “o futebol ser caixinha de surpresas” é, no mínimo, tosco.

De todos os problemas do futebol brasileiro, o maior, disparado, é a imprensa esportiva.  Generalizo por não poder separar todos eles e por entender que sim, a maioria é ruim.

Temos jogos épicos nessa semana, estádios cheios, clássicos e decisões. É quarta-feira, 14h, dia dos jogos. E só se falou em apito amigo, “mata mata” como promoção de violência e o “absurdo” que é um jovem ver uma “guerra” num Flamengo x Vasco como termo para citar a importância da partida.

Partiu Maracanã.  Vou de soldado, colete a prova de balas, porque o garoto causou uma guerra! Ui, Gazelas!

abs,
RicaPerrone

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