Demorou, mas acabou. O clima de paz entre Flamengo e torcida, muito sem explicação pela postura das organizadas, diga-se, teve seu fim nesta noite no Engenhão. O placar foi favorável, o futebol não.

Nem sempre as torcidas reagem modernamente e portanto aplaudem “qualquer vitória”. Os rubro-negros de fato cansaram. Os que tem algum motivo especial pra escolher entre vaias e aplausos, escolheram.

Nenhum movimento, colega ou grupo pode calar a torcida do Flamengo. Se ela disse “chega!”, então chega.  E foi só gritar que o craquinho resolveu correr. Uai, então faltava grito na orelha?  Que capitão é esse que só corre quando mandam ele tomar ….?

A atuação foi ruim, como vai continuar sendo enquanto insistirem num time que não deu liga, liderado por um sujeito que não merece a camisa que veste.

Não era previsivel que Maldonado, Deivid, Alex Silva, Ronaldinho, Renato, Airton e até mesmo Leo Moura (2011) jogariam menos da metade do que podem jogar.

Há uma dose imponderável de “azar” no caminho rubro-negro, mas há muito mais incompetência.

Meninos mesclados com veteranos funciona. Desde que os veteranos não sejam mais moleques que os meninos.

Se colocar o Thomas pra dormir no quarto do R10 é capaz do garoto ter que ensinar o craquinho que não pode dormir as 6 da manhã em dia de treino, não o contrário.

Não deu liga. As coisas não sairam como planejado e tentar remendar o tempo todo só vai piorar.

Os garotos são todos dignos de outras chances. Alguns veteranos, não mais.  Ali na Gávea, pelo menos, não deu.

Um capitão “rubro-negro”  como Fábio Luciano fez o que fez. Um polêmico grupo sob o comando de Pet, funcionou. Sob o comando de um vaga-lume de balada não vai funcionar nunca.

Erraram na saida do Zico, erraram na saida do Luxemburgo, erraram ao assumir o salário do Ronaldinho e vão seguir errando até que aceitem o fato de que o Flamengo só funcionou quando alguém assumiu o comando natural do grupo.

O comando determinado não funciona, não existe e é incapaz.

Não me parece ser o Ronaldinho o novo “Zé do caroço”.

Talvez o caroço. O Zé, não.

abs,
RicaPerrone