Marcelo Oliveira foi um treinador bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro.  Puta trabalho, puta time bem montado no primeiro ano, um já menos agradável de ver no segundo, e agora a soma das derrotas pro rival com a má campanha em mata-mata.

Precisa ser 100% pra um dos lados?

O Cruzeiro é enorme responsável pelo Marcelo ser hoje um treinador Top, talvez mais do que o Marcelo em  fazer do Cruzeiro bicampeão.  As coisas se completam, e não tem nem um super herói nem um vilão.

Dois anos e meio é tempo pra cacete. Desgasta. Não há mal algum no Cruzeiro querer trocar o comando e tentar uma injeção de animo no grupo.

Aí anunciam Luxemburgo, um outro nome de peso. Aliás, muito mais pesado que o Marcelo.

E pela primeira vez na vida vou dizer que não acho que o Luxemburgo é uma boa. Espero errar, como tenho errado apostando nele nos últimos anos, mas não sei se um time limitado sendo cobrado pelo recente time qualificado que o Cruzeiro tinha é um grande negócio.

Se eu fosse o  Luxa ia pra casa. Felipão idem. Ganharam tudo e em qualquer país do mundo seriam tratados como referências incontestáveis.  Mas aqui, se perder domingo, foda-se os 30 anos de sucesso.

Cruzeiro troca na hora certa. Não sei pelo cara certo. Mas confesso que acho o Cruzeiro do Marcelo um time muito “sem pegada”.   Eu gosto de ver um time se superar numa decisão, de meter a cara na grama se for preciso e de correr o risco do fracasso pelo prazer de tentar brilhar.

As vezes ouço alguém exemplificar a “Europa” por causa do treinador do Manchester que passou a vida lá. Mas sabemos que não é assim. Ele é um caso. Os outros, na maioria, duram por ai mesmo. Dois ou três anos. E sabendo também que há um abismo no tipo de relacionamento profissional que se tem culturalmente com o jogador brasileiro e com o europeu.

Comparação tosca. Injusta.

Não há vilões. Nem heróis. Apenas profissionais e seus ciclos.

abs,
RicaPerrone

 

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