Conforme previsto por qualquer pessoa de bom senso, a Copa flertava com uma zebra. Nas semi, havia duas. Na final, uma delas chegou. A Croácia é a “surpresa” que aproveitou o chaveamento para fazer história.

Se não temos das 32 seleções nenhuma que tenha enchido os olhos, temos uma imagem para guardar dessa Copa fraca e nivelada por baixo: o final do jogo desta quarta-feira.

Croatas não carregam a irreverência brasileira, mas conseguiram sem a bola fazer o que ninguém ainda fez na Copa: encantar pessoas.

A entrada das crianças no gramado vestidas com as camisas dos pais e comemorando com eles a classificação é, sem dúvida, a imagem da Copa.

E se foi  no perrengue é porque é isso que dá pra fazer. Não falamos aqui de uma seleção favorita que deveria jogar um grande futebol. Falamos da zebra. E a ela toda forma de chegar é aceitável.

Melhores que a Inglaterra, que parecem não conseguir evoluir nada mesmo com o melhor campeonato do mundo. Um festival de cruzamentos sem sentido, muito tamanho, alguma correria e pouquíssimo futebol.

Na Copa que não tinha Itália e Holanda, que logo saíram Espanha, Argentina e Alemanha, que o Brasil perdeu seu único jogo recente e que ninguém jogou quase nada, a zebra era inevitável. E das zebras, ao menos a mais condizente com a realidade.

A Croácia não tem mega geração, escola croata, base forte, a puta que pariu. Tem apenas um time com vontade que foi se arrastando na base do deus me livre fazendo uso do chaveamento fraco e chegou. Méritos dela, sem mais teorias mirabolantes como a da super base alemã, ou a do planejamento norte americano.

“É só futebol”. As vezes a bola entra, as vezes não. A da Croácia entrou. E só.

abs,
RicaPerrone