Por mais que o clichê seja dizer que não, a saída do treinador é a medida que melhor funciona a curto prazo num time de futebol.  Na impossibilidade de se demitir um elenco, se comprar outro ou mudar a diretoria, o último nível de comando cai e cria-se a expectativa de uma reação no time.

As vezes ela acontece.  As vezes não. Mas em todos os casos, tenta-se.

O Zé passa longe de ser o maior culpado da bola de neve. Mas é um deles, é claro. E quando ele nota que não consegue mais reverter o cenário, o melhor a fazer é sair.

A bola de neve funciona pros dois lados. Quando se ganha, a bola entra, se confia, os lances saem, a coisa anda. Quando se perde em sequência nada mais dá certo. E aí é ladeira abaixo. Infelizmente o Vasco não achou aquele jogo libertador que vira a chave.

O começo do ano muito bom, e do jogo de 4×0 na altitude em diante, um festival de insegurança, fracassos, desfalques e tudo que era possível dar errado.

O que fazer para que em uma semana algo possa mudar? Troca o treinador. É natural, simples. Previsível.

Ao contrário dos teóricos, não acho um absurdo, nem vejo na manutenção do treinador um trunfo tão absurdo assim. Treinador é a mais vulnerável das condições do futebol.

Você sabe que o problema da violência é educação. Mas leva 100 anos pra educar. Enquanto isso, melhora-se a polícia.  O Vasco é administrado pelas piores pessoas possíveis há décadas. Não espere que isso se resolva em meses, sequer poucos anos.

Então, troca-se o treinador. Quem sabe?

abs,
RicaPerrone