Não, não valia grande coisa. O Fluzão, eufórico e em paz com a torcida, foi com o time reserva. O Flamengo, sob alta desconfiança, foi com o que tinha. E o que tinha era pouco diante do Flu completo, suficiente diante dos reservas.

Se de nada servia pro Tricolor, muito importava pro rubro-negro.  Uma derrota para os reservas do Flu seria um fósforo no barril de pólvora que é o clube. Mas não foi, graças aos “detalhes”, ao goleiro garoto que substitui Felipe e a contundente atuação de uma criticada defesa.

A irrelevância do clássico se transformou num relevante argumento para Joel promover Kleberson, confiar em Magal e perceber, quem sabe, que seus melhores volantes, hoje, são garotos.

Mesmo eufórico e exagerando na força, Muralha foi, de novo, melhor que Airton, Willians, Renato, Maldonado e mais quem você lembrar dessa última leva. Se não foi um Botinelli, até porque não é mesmo, Kleberson preencheu espaços, fez o gol e uma boa partida, mesmo sem ritmo.

Não se apegue a expulsão do Ronaldinho. Jogar com 10, sem ele, não é novidade, convenhamos.

E dali, daquele irrelevante Fla-Flu, se é que um Fla-Flu permite este adjetivo, Joel encontrou alternativas e argumentos.

O Flu, sem nada a perder, de fato não perdeu. O jogo, que neste caso era mesmo irrelevante.

A tal zaga que não funcionava, hoje funcionou. E não, eu não sou maluco. Contra os titulares do Flu provavelmente seria bem diferente. Mas não foi, portanto, não há ponderação a ser feita no “se”.

Do Flamengo todos desconfiam.  E duvidar dele é algo pouco inteligente. De um acordo pra diminuir juros surgiu um título em 2009. Porque não, de um clássico vazio, da volta de um ex-jogador-de-seleção e da afirmação de garotos não surge uma nova perspectiva?

Como disse, hoje, ao Fluzão, indiferença.

Ao Flamengo, razoável diferença.

Quinta-feira encara uma Libertadores o time que venceu o clássico.  Bem diferente daquele que poderia ter perdido para oa reservas do grande rival.

Não há Fla-Flu sem consequências.

abs,
RicaPerrone