Nunca foi tão discutido, nem esteve tão óbvio.  Há décadas a gente, especialmente da imprensa, tenta encontrar uma fórmula que nos tire da cômoda situação de indicar problemas e não ter a menor idéia prática de como resolve-los.

Pois então. O tempo se encarregou de responder algumas de nossas perguntas, e só sendo bem teimosos não as usaremos daqui por diante.

Não, não vai rolar competir com a Europa. Até poderíamos pensar em virtude do tamanho das torcidas, etc. Mas o nosso dinheiro não permite. Vale quase 5 vezes menos. Qualquer europeu vem aqui e compra quem quiser. Ponto.

Querer se adequar a eles é outra idiotice.  Não somos parte da Europa, nem devemos nos postar como “série B” deles como alguns sugerem. Somos o lado de cá. E como tal podemos ser a segunda potência brigando quase como continente.

Hoje a América do Sul não tem a menor condição de disputar com o Brasil. Nós temos salários, estrutura em clubes e quase tudo muito superior a todos os países vizinhos.  Além disso continuamos sendo os maiores formadores de jogador do mundo.

Pois note que algo que modéstia a parte digo há mais de 10 anos está se tornando solução: o Brasil como o centralizador da América do Sul. Ou seja, podemos ter todos os jogadores argentinos, uruguaios, chilenos, peruanos que quisermos. Basta comprarmos antes da Europa.

Nos colocarmos como etapa. Sai do país dele, joga no Brasil. Deu certo, vendemos pra Europa.

Além de nos tornarmos o maior vendedor e a referência, nosso campeonato melhora o nível com o que há de melhor num continente e não apenas aqui.

Temos base. Basta arrumarmos um jeito de demorar mais a vender e somar isso a passagem dos sulamericanos. Viraríamos uma referência continental sem concorrência.  E nada nos impede de fazer isso.

Comprar menos entre nós, buscar menos quem já foi, dar mais espaço a quem vem por aí e privilegiar o mercado possivel, que é o sulamericano.

Existem na América do Sul jogadores que podem fazer o que muito recuperado da Europa faz por 20% do valor. E com idade pra revenda.

Encontramos a fórmula. Não seremos Premiere League, nem tem porque sermos. Mas temos que ter duas coisas muito difíceis do brasileiro encontrar: auto-estima e respeitar nossa cultura.

abs,
RicaPerrone

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