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A Ferrari tem razão

Webber, Rosberg, Hamilton, Vettel. Quatro pilotos envolvidos em “ordens de equipe” determinando e manipulando resultado de corrida, na segunda etapa, e ninguém vai fazer chororô só porque nenhum deles é brasileiro.

O que faz a Ferrari é o mesmo que todas elas, só que sem fingir que não faz.

A F-1 não é um esporte individual, nunca foi. Lá tem uma equipe acima de tudo, ela tem um país e uma marca de carros por trás.  Depois tem engenheiros, chefe, motor (que não necessariamente é da mesma marca), e também pilotos.

A idéia de que são 22 caras um contra o outro sempre foi vendida erradamente. Na F-1, como no futebol, o interessante é torcer por um “time”, não apenas por um “jogador”.

A única equipe de F-1 que não esconde joguinho de equipe, que tem claramente segundo piloto e que é maior que a nacionalidade do piloto é a Ferrari. Não a toa, o sonho de todo piloto.

Pra quem não sabe, diga-se, o único sonho não realizado na carreira do nosso Senna.

Eu não tenho muita paciência pra ser enganado por uma situação comum com rótulo de ilegal por uma turma hipócrita, que se for no futebol, por exemplo, o mesmo torcedor prefere perder do que classificar um rival.

Na F-1, se faz de bobo e finge acreditar que um mero piloto está acima de um time, um orçamento de 300 milhões de euros e duas ou três marcas internacionais com faturamento acima de 1 trilhão de dólares.

Vettel errou por não ter sido homem. Foi no final, quando assumiu o erro e não se escondeu dele.

Mas também deu uma lição simples e prática que não convém dizer abertamente. Mas sou teimoso, direi.

Se é pra pedir desculpas, então faça uma cagada que lhe traga algo de valor.

Entre todos os problemas que isso vai render ao Vettel na equipe e na carreira, nenhum será maior que o descrédito de ser um bunda mole que aceita, abre as pernas e sai da pista se fazendo de coitadinho.

Uns nascem pra brilhar, outros para fazer figuração.

abs,

RicaPerrone

 

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