Talvez falte algo no ataque, na defesa, numa lateral. Talvez seja má administração, talvez azar. Eu não sei diagnosticar um São Paulo que não funciona há tempo tempo e de tantas maneiras. Mas sei de algo que o clube precisava, buscava e só um treinador poderia lhe dar: paixão.

Cuca não é responsável por qualquer nó tático neste domingo. Mas chamar de coincidência a presença dele em algo emocionante e memorável é um pouco de covardia.

Este sujeito tem o DNA do futebol pulsando nele. Perde, ganha, mas por onde passa deixa uma história e momentos inesquecíveis. Vocação pra eternidade. Pacto com a bola.

Quando o jogo foi pros pênaltis o futebol em si não sabia bem o que fazer. Dar a Felipão, o rei do mata-mata, ou a Cuca, que está voltando de um problema de saúde?

Escolheram bem. O Palmeiras, diferente do São Paulo, quer o título mas não “precisa”.  O São Paulo “precisa”. O Cuca “precisava” voltar. A cura do treinador virá em doses cavalares do que melhor sabe fazer: história.

A do São Paulo, talvez, pela paixão de quem não está ali a passeio ou por mera obrigação. Cuca ama futebol como poucos.  Não é por acaso que as grandes histórias recentes o procuram.

Seja bem vindo. E que seja a cura. Sua e nossa.

RicaPerrone

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