2017, ano que as redes sociais se tornaram verdade e a vida real uma mentira paralela.  O que importa é o que as pessoas postam, não o que elas dizem. O que vale é a foto, não o que os olhos vêem.

Eu não faço idéia quem seja Tiffany, mas sei que ela é um homem que se sentiu mulher e resolveu mudar.  Ok, justo, problema dela, zero discussão sobre isso. Mas ela é um homem. Queira, goste ou não, ela não tem como mudar fisiologicamente o fato de ser um homem com a força de um homem, as características de um homem e portanto tem vantagem num esporte feminino.

É um dopping.

Se existem condições diferentes entre o feminino e masculino é porque todos concordam que há discrepância fisiológica de força, tamanho, etc. E você se sentir de outro sexo, deixar o cabelo maior, colocar seios e mudar de nome não muda em nada essas coisas.

Portanto, se isso é aceitável, amanhã poderemos ter os 10 mais bem pagos jogadoras de futebol do mundo sendo trans. Eu diria que é até tendência. Porque se faz uso de uma condição desigual aceita pelo esporte por mero medinho do que as patrulhas vão dizer.

A Confederação não acha justo. Óbvio que não! O que ela tem é o mesmo que 90% das pessoas hoje tem: medo. Ninguém acha porra nenhuma diferente do que a cartilha manda. E a cartilha tá sendo escrita por pessoas que brigam por direitos e TAMBEM por um grupo radical que quer aparecer a todo custo.

Isso inclui qualquer tipo de preconceito. Sempre haverá a causa e os oportunistas. E o medo dos oportunistas dá a causa uma condição tão equivocada quanto o preconceito inicial, só que ao contrário.

A Ana Paula, brilhante jogadora, corajosa e influente em rede social, é uma das raridades que fala o que pensa sem medinho da rejeição online em bando. E por isso hoje ela foi mais manchete indo contra do que a liberação da trans em jogar no feminino.

Jesus, que mundo é esse? A notícia que repercute mais é a opinião contrária de alguém na rede social do que a óbvia e controversa liberação de uma vantagem pra se praticar um esporte em busca de…. “igualdade”??

Que igualdade é essa que beneficia?

Que caminho toma uma sociedade que ao invés de discutir se divide entre quem tem coragem de ficar gritando e quem se borra de medo de quem grita?

Tiffany, nada pessoal. Mas você é o primeiro caso de “doping” não bioquímico da história do esporte. Vai levar vantagem sobre as colegas.  Porque não ser a primeira trans no masculino? Seria tão marcante quanto, só que ao mesmo tempo justo.

abs,
RicaPerrone

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