Entendo, não faria, mas sei do valor que tem a contratação do Ganso pro Fluzão.

Entendo porque um time cheio de nomes desconhecidos numa camisa muito conhecida precisa de peso. E esse peso as vezes se dá através de nomes. Ganso é um craque.

Usa? Não. Mas é.

Não faria porque já temos ai longos anos de carreira para saber que trata-se de um jogador em queda livre. Vir ao Fluzão depois de ter chegado ao inexpressivo time francês que chegou é mais do que “uma chance”, é quase um prêmio.

E o valor é grande. Futebol vive de expectativa e sonho. O torcedor que começou o ano esperando uma tragédia viu um treinador abusado com um conceito novo arriscar. Criou uma expectativa em cima de bons jogos até aqui, embora sejam testes ruins.

E quando ouve um nome conhecido para reforçar um time que já surpreende, aumenta sua euforia.

Dizem que euforia e expectativa são ruins. Ruim é não te-las. O futebol vive muito mais da véspera de um jogo do que da partida em si. E isso vale pra temporada.

O Fluminense que não causava interesse algum em janeiro agora é alvo de curiosidade, mídia e expectativa.

Sim, foram dois riscos inteligentes de uma diretoria que erra muito. O treinador diferente é o que dá pra ter quando não se tem um time diferente. E o jogador que sabe jogar mas não consegue é uma expectativa que leva torcida pro jogo, mídia pro treino e engrandece o clube no cenário nacional.

É preciso ter resultado, estrutura, elenco e, principalmente, sonho. O tricolor que ontem bancava o vexame hoje sonha com algo bom. Isso basta pra explicar tudo isso.

Boa sorte a ambos.

RicaPerrone

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