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Vergonha alheia

Eu não sou puro de achar que num campo de jogo não role palavrão e ofensas. Eu mesmo quando jogo bola xingo, falo besteira, etc. Mas, daí a chamar um negro de Macaco, no Brasil ainda por cima, beira o absurdo.

Quando vi o lance, sem áudio, tirei a simples conclusão: O cara meteu a cabeçada, bem feito! Tomou cusparada e azar dele. Agressão gera agressão, não tem saída.

Hoje cedo vi o video da ESPN que mostra o zagueiro chamando o jogador do CAP de macaco. Aí, meu amigo, vale a mesma coisa que acabei de dizer. Agressão gera agressão.  Cabeçadinha bem dada, diga-se de passagem.

Não sejamos tolos de dizer que isso não acontece sempre. Acontece. Mas, é um tanto quanto estranho um jogador chamar um negro de macaco num grupo onde tem negros. Como ele fica no vestiário depois? Será que outro negro do proprio time não pode ir lá e enfiar a mão nele?

Puta atitude imbecil. Espero que ele peça desculpas pelo que fez e que não volte a fazer. Temos que dar uma dose de desconto pelo calor de um jogo, aquele rápido segundo pra pensar numa ofensa, etc. Quem jogou sabe, ali as vezes sai uma palavra mal colocada e tem muita camera pra pegar.

Mas, diante dos fatos, o zagueirão devia ser punido sim.

Ao contrário do que penso e defendo sobre homofobia, racismo é crime. Simplesmente porque um é questão de cor, origem, nascimento e raça. O outro é OPÇÃO sexual. Logo, é muito diferente você ser obrigado a aceitar uma opção de alguém do que a cor do sujeito.

Isso no futebol me envergonha. No país do Pelé ainda tem gente que consegue achar que negro é menos do que branco…

Lamentável.

Abaixo, a mais linda letra da história da Mangueira. E nela, uma aula sobre racismo. Ouça, vale a pena. Mesmo quem não gosta de samba. E reflita sobre a letra.

abs,
RicaPerrone