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Universo paralelo

José não pode agredir alguém na rua. Vai preso.  No estádio de futebol, faz fichinha de inscrição.

Se lá fora há uma lei, acho que ficou muito claro nos últimos anos que lá dentro ela não é válida.  Se fosse, ninguém estaria discutindo mil formas estúpidas de punir clube, organizada e até torcedor de bem. Era só pegar a imagem, prender o bandido, tudo resolvido.

Mas não. Eles não querem, ou não conseguem. Então, fazem um circo fingindo que precisa criar mecanismos para punir os selvagens das organizadas.

Ora, meus caros. Há uma imagem. Se eu der com um pau na cabeça de alguém eu vou preso e ponto final.  Porque uma nova lei? Um novo mecanismo se é só aplicar a lei que está acima de todos nós?

Porque um estádio isola pessoas das leis do país?

O Atlético e o Vasco foram punidos com mandos de campo e jogos de portões fechados.  Ou seja, você, vascaíno de bem, paga pelo marginal que quase matou o torcedor rival no último domingo.

Porque? Porque não o identificaram?

Não. Porque em algum momento da vida a polícia e a justiça brasileira entenderam que crime dentro de campo de futebol, ou vestindo camisa de time, não é crime.

Porque diabos estamos brigando, afinal? O que tanto discutimos, senhores?

O bandido está exposto, identificado. Prendam-no!

Não faça fichinha dele.

E então, depois da tentativa mais básica de todas, mas jamais colocada em prática, saberemos se basta ou não.

abs,
RicaPerrone

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