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Um tapa na cara

Não vou me meter a critico de cinema porque, apesar de colecionador de filmes, não sou um especialista.  Mas como todo brasileiro tenho direito a dar pitaco, e como jornalista mais ainda, afinal, como diz o filme: “Jornalista é curioso pra caralho”.

Fui ao cinema ver um filme que continuava o ótimo Tropa 1 e voltei pra casa tendo tomado um tapa na cara daqueles que dói por um bom tempo. Pior que o primeiro, onde disseram pra você claramente que sua maconha mata crianças na favela, este mostrou mais, muito mais.

Mostrou o que nós “achamos” que sabemos, mas na verdade apenas imaginamos. Deixou claro, com todas as letras, que não estamos no caminho pra reverter isso, e que infelizmente nosso país é uma zona sem perspectiva de mudar.

Vamos crescer, melhorar, evoluir, mas o sistema é esse e não vai mudar. Outro dia disse no twitter que não uso o critério “honestidade” na hora de votar porque pra mim 100% deles estão no “esquema”, e se não estão, estarão. Logo, voto pelo que o cara faz ou fez, não confiando que seja um santo.

Wagner Moura virou um mito do cinema nacional, que diga-se de passagem, evolui a passos largos. Pena que na hora de indicar algo pro Oscar indicam o filme do Lula, não o Tropa de Elite.

Aí vem alguém dizer: “Mas e a imagem do Brasil lá fora?!”. Fala sério vai, se filme fosse levado a sério a gente ia achar que os EUA são terra de ataque alienigena todo dia.

O Brasil é o que é, tem as merdas que tem, mas tem qualidades que ninguém tem. Ainda somos o melhor país do mundo, mesmo tendo levado esse tapão na cara que o ótimo Tropa 2 deu em todo mundo.

Lamento que ele não tenha sido lançado antes da eleição do primero turno, mas entendo. Ele estaria falando de “situação”, e situação é o PT e isso poderia ser mal interpretado por muita gente.

Se você não viu, corra e vá ver. E se você viu, não limite-se a rir das ótimas frases do filme e do jeitão sensacional do Nascimento de ser. É um ídolo virtual, mas é um ídolo. Todos amam o capitão nascimento porque é um cara assim que gostariamos de ver no governo.

Pena que o carinha dos “direitos humanos” se dê bem no filme. Adoraria que ele quebrasse a cara, como pra todos que acham que direitos humanos prioriza a vida do bandido e não da vítima.

Enfim, o post é só pra elogiar mesmo. O filme é fantástico!

E espero que dele se tire lições, não apenas frases divertidas.

abs,
RicaPerrone