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Um futebol sem alma

Gallo, Dunga, 4-3-1-2, estágio na Europa, a puta que pariu.  Eu não canso de ver o país discutir como devolver ao Brasil o seu futebol. Acho fantástico estarmos, pela primeira vez, discutindo melhorias, mesmo que de forma atabalhoada e as vezes precipitada.

Aí começa o Brasileirão. Alguns bons jogos, média de gols interessante, e a CBF dá mais um passo estúpido para nos tirar identidade.

Meus caros, vamos facilitar a vida.  Nós queremos cerveja, bandeiras, fogos, festa e dribles. Nós queremos estádios meio a meio, grandes jogos, zoeira, provocação e alegria.

Nós somos brasileiros, CBF. Talvez você tenha sido dopada pela mídia baba ovo de gringo e não tenha notado que copia-los em tudo não nos aproxima do melhor, mas sim os credencia como insuperáveis.

Você não brigou pela nossa cerveja, pelas nossas bandeiras, sequer pelas nossas redes que eram únicas no mundo e mantinham a bola no gol. Não temos identidade visual, tática, cultural. Não temos mais nada num estádio de futebol.

Nossas organizadas modernas imitam as mãos viradas de costas como argentinos. Tocam instrumentos argentinos e penduram faixas como eles. Nossos times querem ser europeus. Nossa imprensa, inglesa.

Nossas redes são espanholas. Nossa festa, padrão FIFA.

Cadê a gente? Cadê Brasil no futebol brasileiro, CBF?

Aí você inventa que agora entram os times juntos com o juiz, igual na Europa, e eles tem que dar a volta no gramado e entrar no meio de campo feito escoteiros pra tirar foto abaixo de uma bosta de papelão que nem na Copa das Favelas é tão mal feito?

Cade meu ingresso popular? Cadê minha cerveja? Minha bandeira? Minha torcida? Cadê meu futebol?

Onde vai um país que não tem orgulho do que é e que entende como solução se transformar em outro?

Que bosta, CBF! Que bosta.

abs,
RicaPerrone

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