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Um absurdo nem tão absurdo

Das coisas que venho aprendendo no futebol, especialmente pela minha conduta/relação não tão fiel ao jornalismo, é que as coisas são bem diferentes do que parecem ser aqui pra fora.

Que a imagem que temos de que todo dirigente é imbecil e nós sabemos a fórmula é a mais burra de todas as interpretações, e que no fundo sabemos todos muito pouco sobre o dia a dia de um clube de futebol.

Quando um treinador é demitido, vamos logo puxar estatísticas para defender um dos lados. Em 99% das vezes, quando você puxa de canto um dirigente ou jogador, ele te revela a real: “O cara perdeu o respeito, o vestiário. Ja era”.

E então você entende demissões que não parecem tão normais pra fora.

Aguirre é caro, novo, uma aposta.  Fez um trabalho razoável, mas não foi contratado pra isso. Lhe deram um time muito bom, esperavam um resultado muito bom.  O Inter viveu de surtos, não manteve, fez um primeiro semestre “bom”, mas por algum motivo entenderam que era hora de mudar o treinador.

Eu não acho um absurdo. Acho aliás que o Aguirre deve pelo que tinha em mãos. Se o demitiria? Não sei. Mas também não acho que sejam loucos os dirigentes do Inter. Ainda mais as vésperas de um Grenal.

Tem algo mais pra se tomar uma decisão dessas. E quando a coisa é muito “burra” pra fora, eu desconfio dela.

A data da demissão é absurda. Podia ser segunda, teria uma semana pro grenal.  Mas então a gente se depara, de novo, com a burrice:  Será que nada mudou de segunda pra cá? Eu vou depositar minhas fichas todas em acreditar que os dirigentes do Inter são tão burros assim?

Não vou. Tem coisa extra-campo ai. E os resultados dele não são tão incontestáveis assim, embora sejam aceitáveis.

abs,
RicaPerrone

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