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Ui, ui, ui!

Lembra quando a gente dizia, sem dó, que “futebol é pra homem”? Então… Nossos filhos vão ter que rever isso. Não pela opção sexual (ou orientação, sei lá! Calma, “Zé ong”) mas sim pela postura e o alto índice de chiliques que envolvem o esporte mais popular do mundo.

A última foi os caras que comemoraram um gol com um tiro na cabeça serem multados. Ah, que absurdo! Onde já se viu né? As crianças do mundo vão querer matar quando fizerem gols…

Faça-me o favor! Se seu filho é retardado a esse ponto a culpa não é do jogador, é sua.

Quer reprovar? Reprova. Quer achar feio? Ache. Tá tranquilo, vivemos num mundo livre, podem achar o que for. Mas “multar” o cara?

Lembra a história do Volei que causou aqui no blog, quando disse que era absurdo punir o Cruzeiro pela torcida chamar o cara de “viado” pois isso não se repetiria e seria um caso isolado só pelo fato do cara ter dito que, de fato, era gay?

Então… Lá se vão meses, estádios chamando jogador de “viado” toda semana e nada. É ou não frescurinha? É ou não é necessidade de pegar um caso, meter o cara na cruz e atirar pedras pra “dar exemplo”?

Outro dia o Ronaldinho e o cara do Ceará se empurraram, trocaram chutinhos, empurra-empurra de colégio. O juiz meteu os dois pra fora e metade da mídia achou o máximo!

Vem cá, essa geração não jogou bola na rua não? É só no campinho fechado do condominio né? Sem chinelo como traves, sem cotovelada, sem ralar o joelho no asfalto. Eu imagino, tudo evolui.

Maldito merthiolate que parou de arder!

Aí vem o moleque de 19 anos, que ganha 300 paus por mes e só tem que treinar 1 vez por dia, concentrar em hotel 5 estrelas e jogar 2x por semana, no máximo, e dizem que ele precisa de folga porque, tadinho, jogou muitas partidas no ano.

E se fosse frentista de posto? Teriam dado folga porque abasteceu carro demais? Baita frescura! Depois tem 1 mes de férias, como todo trabalhador normal.

E as chuteirinhas? Nego não sabe jogar bola pinta o cabelo, coloca chuteira com iluminação de natal, mete fitinha não sei onde, etc. Quando sabe jogar é estilo. Quando não sabe, me desculpe, é frescurinha.

Pode pintar o cabelo, pode jogar de chuteira rosa. Não tem problema. Desde que o desempenho seja mais importante do que olhar no telão pra ver se ficou bonito suado com cara de “perdi esse gol”, né, Cristiano?

Eram menosprezados, viraram profissionais, depois atletas de alto nível, agora são celebridades.

Dizem que Deus não dá asas pra cobra, mas o futebol dá.

E essas cobras estão gostando tanto das asinhas que já pensam em virar borboleta.

Né?

Mais futebol e menos firulinha.

abs,
RicaPerrone