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Torcedor, não viaje!

Torcedor, estamos prestes a não poder mais viajar. Segundo a lógica nacional da “justiça”, já que alguns bebados não sabem se comportar, ninguém mais bebe. Se alguns não sabem ir ao jogo, ninguém mais vai, e se um bando não sabe embarcar num avião sem antes agredir profissionais, não vamos mais poder viajar.

Essa é a tendência natural das coisas, segundo a lógica dos fatos.

Algumas discussões sobre novas leis e penas me fazem perder o rumo. São como gays que pedem leis para gays em busca da igualdade.

Ora, igualdade é igualdade. Porque privilegio? Uma agressão a um qualquer tem uma conotação e punição diferente a uma agressão a um gay? Porque?

O cara que agride uma pessoa não passa a ser mais ou menos vilão se o agredido for hetero ou gay.

A lei já existe. Basta aplica-la.

Torcidas de futebol querem a mesma coisa. E pior, conseguem.

Leis para os estádios? Lei é lei, o estádio está dentro de uma cidade, não o contrário.

Se alguém agrediu alguém no aeroporto esta pessoa tem que ir presa e ponto final. Mas não. Dali partimos para a discussão sem fim das torcidas, quem financia, quem deu ingresso, segurança, bla bla bla bla bla….

Ja já rola: “Vamos acabar com o carnaval!”. Afinal, cabe a conotação de que “uma escola de samba agrediu jogadores do Palmeiras”. Ou não?

Toda vez que uma pessoa toma uma paulada numa balada passa batido. Basta um gay tomar um soco e discute-se na televisão as possíveis normas contra homofobia por semanas.

Qualé o lado hipocrita disso, afinal? O de quem noticia e procura “novas leis” para sobrepor as que já existem e não são aplicadas ou a de quem acha que a polícia e a justiça são também vitimas da situação?

Que covardia é essa, afinal?  Não tem um policial no aeroporto? Porque ele não pode ir até a briga, algemar o agressor e leva-lo pra cadeia?

Porque quando 30 pessoas se pegam no metrô a policia “investiga” a organizada e o facebook ao invés de simplesmente prende-los por anos e anos?

Vamos começar agora a discutir a “segurança dos aeroportos para times de futebol”, quer apostar?

Em momento algum desde a morte do primeiro torcedor lá em mil novecentos e bolinha se questionou o simples: A quem interessa tanto “não punir” os responsáveis isoladamente conforme determina a lei?

Porque outra lei se a inicial jamais foi cumprida pra saber se funciona?

A regra é clara. Basta cumpri-la.

abs,
RicaPerrone