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Jogo para sempre

Pro Galo, sem torcida, o clássico de hoje poderia fazer toda a diferença. Pro Cruzeiro, “em casa”, ele poderia não fazer diferença “quase” nenhuma. E assim aconteceu. O Galo venceu, desencantou, encantou, saiu da degola e respira pela primeira vez no campeonato.

O Cruzeiro, derrotado num clássico, o que é absolutamente normal, segue na briga dependendo só dele.

Por esta lógica, talvez, o Galo entrou em campo jogando a vida. O Cruzeiro, um clássico. Quando acordou, quando notou que valia, talvez, uma liderança mais folgada no Brasileirão, Obina já tinha feito 3×0 e a vaca tinha ido pro brejo.

Mas, como a vaca do Galo não morreu no brejo no Brasileirão, a do Cruzeiro também não na partida.

Gigantes não morrem fácil.

O ex-líder reagiu, fez 3×1. Começou a criar, perder gols e apertar a defesa do Galo. Poderia sim, sem dúvida, ter empatado o jogo. Mas quis o destino e a determinação do Atlético que o quarto gol saisse antes do segundo, ambos anunciados pelo desenho da partida.

O Cruzeiro ainda respira, faz o segundo. Sonha, faz o terceiro.

O Galo se fecha, briga, faz o que pode pra segurar um time que, hoje, é melhor e mais bem montado que o dele. E assim, igualando a técnica na base da camisa, consegue uma vitória fantástica, dramática, épica, selando sua saída da zona do rebaixamento.

Tropeço do líder? Jamais!

Não existe tropeço em Atlético x Cruzeiro.

Apenas mais uma página belíssima do nosso futebol escrita por 2 gigantes neste domingo. Jogo pra guardar, rever e relembrar sempre que o clássico em questão for citado.

O Cruzeiro foi valente, competitivo e fez tudo que podia. Jogou bem sim.  Teve chances, peitou o adversário e não se entregou.

O Galo foi pro tudo ou nada, meteu a camisa na frente da técnica e fez bom uso dela.

Só assim, neste momento, o pra muitos “quase rebaixado” Atlético poderia encarar de igual pra igual o “quase campeão” Cruzeiro.

Quase, no futebol, não serve.

E hoje os dois saem mais fortes ainda deste clássico.

abs,
RicaPerrone