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Tanto faz

Tanto faz pros meninos do Morumbi. Se perder, se ganhar, se empatar ou golear. O rosto é o mesmo, o esforço idem.  Ninguém se abate, ninguém se empolga. É o time do ‘tanto faz’.

Alguns porque vão embora, outros porque se acham craques. Muitos porque ouviram dirigentes dizendo que “jogar no SPFC é uma grife” e acreditaram.

Seja pelo motivo que for, do presidente aos jogadores, pro São Paulo parece que tanto faz.

Casemiro acha que é o Falcão. Dagoberto vai do brilhantismo de um golaço ao coice no adversário em 2 minutos. Na base do “ja fiz o gol, agora tanto faz”.

E o gênio Rivaldo, maior pedra no caminho do time em 2011, é o sujeito que se faz de vítima pra andar em campo. Quando ganha, sai mudo. Quando perde, sem ele, vai na mídia e pede os microfones pra queimar colegas e o técnico.

A torcida aplaude, porque é mais fácil acreditar que quem não jogou resolveria do que notar que não jogou porque não merecia.

A mídia alivia, pois crise, no São Paulo, não vende.  Torcedor do São Paulo gosta de final, festa e reforços. Não fale em crise, resultados ruins.

Isso é inadmissível para um time que diz publicamente ser “questão de grife”.

Um time sem fome. Um time de barriga cheia.

Uma torcida de saco cheio.

Um presidente que comete erros em sequência e se encobria de resultados no campo. Hoje, sem eles, despareceu.

Cadê as gracinhas do Marco Aurélio? Cadê a arrogância do João Paulo? Cadê você, Juvenal, que contrata técnicos horríveis desde a saída do Muricy?

Cadê o Milton Cruz e seus reforços incríveis?

Não, eles não são ruins. Todos eles tem qualidades.

A questão é que elas foram multiplicadas por mil enquanto o time vencia, e hoje esquecem deles quando perde.

Juvenal nunca foi gênio, nem Marco Aurélio e nem João Paulo.

O Milton Cruz é o mesmo cara que trouxe o time do mundial e o cara que trouxe 40 jogadores em 4 anos, sendo que nem 5 deram certo.

As coisas são supervalorizadas muito facilmente no São Paulo e custam a voltar pro eixo.

Enquanto havia discurso “Soberano” pra sacanear rival, beleza. Faz parte, é do jogo.

Quando esse discurso virou filosofia, complicou.

Tá na hora de entender que não há tragédia alguma em ser um dos 7 que brigam pelo título faltando 8 rodadas.

Tá na hora, também, de ver que quem criou essa expectativa na torcida de se achar o Manchester do Brasil que não pode perder nunca foi o próprio clube e seus dirigentes pop-star em dia de decisão.

Agora e só aceitar a realidade que o delírio passa sozinho.

Ainda pode ser um time campeão, pois como em 2008, não é preciso ser o melhor pra vencer. Futebol tem disso.

O que não tem no futebol brasileiro é um clube que seja muito melhor que os outros e se julgue obrigado a ser campeão todo ano.

Isso é só delírio.

abs,
RicaPerrone