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Ser potência não tem graça

Toda vez que tem jogos olímpicos a gente fica falando aquele monte de merda sobre nossas chances, medalhas, etc.  Em 1 semana estamos todos discursando sobre o esporte em Cuba, na China, nos EUA.

Ok, é verdade, são muito mais focados em esportes do que nós, que vivemos com o futebol acima de tudo. Eu não sou desses hipócritas que pede incentivo a esportes que não gosto.  Eu não patrocinaria um esporte que ninguém quer ver.  Simples assim. E portanto entendo porque as empresas não patrocinam, especialmente porque quando fazem vem a mesma mídia escrota e não fala o nome do patrocinador.

Mas no Pan eu tenho sempre a certeza de que nossa condição olímpica é das mais divertidas.

Lutamos por 15, 20 medalhas. Umas 3 ou 4 de ouro.  Quando acaba a gente curtiu cada medalha com emoção, detalhes, heróis, histórias, partidas, chegadas, etc.  Criamos ali alguns ídolos, histórias que todo mundo viu.

Aí você vê no Pan o Brasil ganhando 120 medalhas e nós não sabemos nem quem ganhou o que. Claro, tem o fator Record, mas você acha que os Americanos sabem quem são os medalhistas olimpicos deles todos? Que vibram com eles sendo que vão ganhar 100 medalhas nos jogos?

Porque um ouro no judô pararia os EUA para assistir a final se eles vão ganhar 23 medalhas só naquela tarde?

Eu adoraria que pudessemos ganhar tudo. Mas as vezes eu tenho muita certeza de que para nós, torcedores, a melhor forma de “curtir” uma olímpiada é sendo um medalhista médio. Gerando uns 20 heróis, umas histórias incríveis e uma comoção por uma outra perda notável.

Ouro demais também perde a graça.

abs,
RicaPerrone

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