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Sempre acontecerá

Não é a primeira, mas dessa vez a vontade de “zoar” é menor então cabe uma análise mais profunda por parte dos brasileiros.  O Atlético Nacional perdeu porque o time sulamericano sempre será a presa mais fácil do Mundial nesse formato.

Explico.

Nós somos o povo que mais usa o emocional pra jogar futebol no mundo. Seja pro bem, seja pro mal.  Quando colocado em campo numa estréia para definir o “jogo da vida” com a obrigação de vencer um time também com alguma qualidade só que mero figurante, a situação se torna caótica a cada minuto que o gol não vem.

Vários sofreram, 3 já foram eliminados, outros virão. Normalmente do nosso lado. O Europeu liga menos pro torneio, então a chance dele sofrer com alguma ansiedade pra esse jogo é pequena.  Mas amanhã, por exemplo, é possível. O América é um grande time.

O Kashima não é. Nem o Mazembe.  Mas o cenário é muito ruim.

Se jogarem 10 vezes sem valer a vaga, 10 vezes o Atlético venceria. Se jogassem 10 vezes valendo vaga, 10 vezes o Atlético venceria. Mas se jogassem 10 vezes com o Atlético tendo que ganhar e o Kashima só podendo ser a surpresa… não seria assim. E não foi.

Não sou contra que haja times de outros continentes. Sou contra que haja o campeão nacional do país sede. Isso sim.  Mas o que me faz pensar é que o formato atual dá a chance do jogo que realmente o mundo quer ver não acontecer. Então será que não teríamos uma maneira desse jogo acontecer mesmo que não seja a final?

Talvez um torneio de continentes com jogos todos contra todos e os 2 primeiros jogam a final? Não sei. Mas o jogo sulamericano x europeu precisa acontecer pra que o mundial não seja um torneio protocolar. E esse risco de não chegar a final é sempre muito maior do nosso lado. Por incompetencia? Que seja. O controle emocional é uma competencia também.

Mas eu ainda prefiro perder jogos inacreditáveis por coração e pelo mesmo motivo entregar o título a um adversário acidentado do que a frieza de transformar isso em apenas futebol.

Somos assim. Aceitemos. E não sendo hoje um brasileiro derrotado, a vontade de considerar o cenário pode ser única ao invés de zoar o adversário.  Aproveitemos.

abs,
RicaPerrone

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