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Sem “neurose”

Santos e Botafogo, enfim, colocaram ordem na tabela do Brasileirão. Agora sabemos que tudo aquilo que projetamos e analisamos no domingo é, de fato, o cenário atual.  Sabíamos que o Botafogo vinha forte, que o Peixe vinha se arrastando, mas, que num deles tinha um fator impossível de neutralizar.

Ele apareceu e novamente deu meio placar e novo andamento ao jogo. Neymar é imarcável, fez outro golaço, desenhou uma vitória num jogo complicado.

Dirão, é claro, que o Botafogo é pipoqueiro. Como se perder na Vila fosse um resultado super diferente da normalidade.

Não foi. Correu, sentiu falta do Renato, tomou um olé tático do Neymar que, esperado pela esquerda, foi jogar no meio e deixou o Bota sem jogada pela direita e ainda com o Alessandro em campo.

Os dois gols que determinaram o placar não foram “erros” de ninguém. Foi acerto de um gênio e um jogador normal em grande fase. Não há o que condenar, é o que faz do futebol apaixonante. Dois lances isolados, individuais e acima da média, 2×0, fim de papo.

O Fogão entrou esperando um Santos, viu outro. A idéia de abrir Elkeson e Maicosuel, fechando com mais um meia era boa. Não fosse o fato do outro lado ter entrado com um zagueiro na lateral. Aí, meu amigo, ficou complicado.

Quando tentou mexer já estava 2×0. Não teve muito o que fazer a não ser correr, pressionar e não conseguir entrar.

Resultado normal. Nenhum sintoma de pipocagem do Botafogo, como insinuarão os mais azedos.

Apenas uma derrota prevista, diga-se.

Ou perder pro Santos na Vila com Neymar virou “tropeço” agora?

Segue. Essa caça a bruxas as vezes enche o saco.

Tem jogos, ainda, pasmem, onde um deles ganha. Não necessariamente o que perdeu “falhou” ou “perdeu pra ele mesmo”, frase mais tosca e arrogante do futebol mundial.

Deu Santos, como previsto desde a fundação da Vila. Ali, o favorito é ele.

Ponto final.

abs,
RicaPerrone