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Sem batalha, só aflitos

Não foi o Gremio x Flu que esperávamos. Faltou técnica, como poderia ser esperado diante da falta de 5 dos 6 mais talentosos jogadores que estariam em campo nesta noite.

Não faltou luta, nem inteligência dos dois lados para entender que o resultado “ficou bom” e administrar sem riscos.

Sem riscos?

O Huachipato precisa vencer o Grêmio e joga em casa. Mas em casa não fez um ponto na Libertadores. Fez todos fora, inclusive 3 no em cima dos rivais da semana que vem.

O Caracas não. Esse é um time altamente previsível, fácil, mas que joga contra todo o favoritismo do Flu, que quando é deste tamanho muda de nome. Passa a se chamar “obrigação”.

Perigoso, mas bastante possível. Para ambos.

O Cris? Acho que não expulsaria, mas não acho que quem discorda esteja errado. Apenas uma questão de ajustar a dose, e eu não tinha visto maldade no jogo até então para precisar “dar recado”. Enfim, não é uma opinião irredutível.

Irredutível é a imagem do gol do Rhayner. Essa sim mostrou algo incontestável.

Frios, experientes, sem se expor na medida em que o placar do jogo indicou um  quase acordo.

Se o Grêmio vence hoje ele precisaria do mesmo empate que precisará na semana que vem. E o Flu, contra o mais frágil dos adversários, tem em casa o poder de simplesmente não perder e seguir em frente.

Pra que arriscar?

A fase de grupos tem disso. A próxima, não.

É claríssima a diferença entre um time pronto e um time montado em cima da hora. Nem acho que falte qualidade ao Grêmio diante do Flu, são times de muito alto nível. Mas um não olha mais pro lado pra tocar, o outro olha pra todos os lados ainda procurando pra quem passar.

No Brasileirão não tenho dúvidas sobre o Grêmio entre os favoritos. Ainda não é um time pronto, joga menos do que pode, é altamente irregular e não conseguiu ainda encontrar um ritmo.

Tricolores que jogaram para manter suas chances, não para aumenta-las.

abs,
RicaPerrone