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Sangue, suor e nenhuma lágrima

Um dos momentos mais importantes da história do Corinthians foi a derrota para o Tolima. Naquele dia o clube, a torcida e os dirigentes entenderam que este torneio se joga com muito mais cabeça e coração do que com técnica.

Desde então, além do título invicto, não é mais um fantasminha no Parque São Jorge o “jogo contra sulamericanos”. Ao contrário, conseguiram achar até algum prazer em encontrá-los.

E nesta noite, quando Sheik facilitou, Guerrero complicou. A tal “burrice” imperdoável na Libertadores se fez presente e o Tolima rondou a cabeça dos torcedores ali presentes.

Nenhum deles disse, sequer confessaram pra eles mesmos. Mas todos pensaram.

E numa lição aprendida também contra o Tolima, Tite não foi afoito, nem os jogadores. Entre esperar o gol e salvar o “1×0” e buscar o segundo sabendo que o regulamento “pune” quem se arrisca em casa, eles esfriaram o jogo enquanto Sheik preparava uma expulsão pra lá.

Felipe fez 2×0, um colombiano foi expulso e o Corinthians fez mais duas pinturas que o colocam na próxima fase da Libertadores.

Porém, nenhuma vitória alvinegra, mesmo por 4×0, será incontestável aos seus rivais. E então o “gol anulado do Once Caldas” vira a discussão da quinta-feira.

Bem anulado.

Se os dois jogadores não estão correndo na direção do gol, o Cássio sairia ou o corintiano não precisaria se antecipar. Afinal, antecipa-se a alguma coisa. No caso, ao jogador impedido.

Houve participação. Pra mim muito clara e portanto bem anulado o gol dos colombianos.

Um 4×0 que deixa mais do que a mão na vaga. Mas um recado muito bem dado pra quem vier pela frente: eles aprenderam a jogar isso.

abs,
RicaPerrone

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