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Repetentes

O Flamengo, de novo, é campeão carioca. O Botafogo, de novo, é vice.

Porque, de novo, o Flamengo foi Flamengo e saiu metendo medo no time do Ney. Porque, de novo, o azar apareceu e o Bota perdeu 2 titulares importantíssimos na decisão.

De novo, ou como sempre, o Flamengo teve na sua torcida boa parte da força de decidir. De novo, o Fogão viu um espaço vazio numa decisão igual e sem vantagem.

Sua torcida não merece os títulos que o time não ganha.  Talvez, um dos fatores que lhe façam tão “perdedor” ultimamente: confiança.

Não há outra explicação. Sim, há 3 anos o Flamengo tem mais time. Mas, o índice de detalhes contra o Botafogo em jogos decisivos remete a uma palavra que não gosto, mas que existe. Se chama AZAR.

Azar de quem torce pro Bota, que não tem nada com isso e sofre. Mas, sofre pouco, porque em sua enorme maioria, não está muito preocupado com o time.

O oposto da nação rival, que está sempre com o time ao menor sinal de boa campanha. Maracanã lindo, muita festa, e uma torcida que não canso de elogiar. Mengão, com 12, é sempre favorito.

Fez 2×0, porque o Botafogo entrou pra não perder.

Levou 2×2, porque no segundo tempo o Flamengo tentou não perder.

Maldita mania de “não perder” do futebol atual.

Quando, de novo, precisou ganhar, o Flamengo voltou a mandar no jogo.  Não fez.

O mesmo futebol que já fez Zidane parar expulso, fez F. Luciano sair de campo antes da hora. Errou, pagou.

Jogo de covardes em boa parte dele. Quando um recuava, outro jogava. E vice-versa.

Cuca armou o Flamengo melhor, mas o Ney não tinha alternativas. Seu time tem muito menos elenco do que o Flamengo.

Título de um técnico merecedor, de um time mais forte, mais confiante, com mais estrela e de uma torcida que assina embaixo cada caneco que aquele time levanta.

Os dois times repetem o de sempre. E o resultado, claro, também se repete.

Flamengo de novo.

abs,
RicaPerrone