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Quem é você, afinal?

O São Paulo tricampeão brasileiro nunca foi o mesmo do que disputou os primeiros semestres nos mesmos anos das conquistas. Não pelos jogadores, nem pelo técnico, mas sim pela forma.

Se ambos não jogavam quase nada, um deles era prático e vencia. O outro, era sofrível e perdia no mata-mata. Este, que segue sofrível, nem vencer consegue. Afinal, qual é o São Paulo?

Aquele que jogou uma bela partida diante do Cruzeiro no Morumbi?  Ou este que passa 40 dias treinando pra nada?

Aquele que só ganha jogando feio, ou aquele que tenta ganhar bonito e leva fama de “pipoqueiro”?

O time de garotos que surpreende a todos, ou o time comprado a preço de banana que vira campeão mundial?

Todo “São Paulo” tem uma cara. Todo time tem uma cara.

Este, de 2010, tem a cara de quem o dirige.

Apático como o técnico, arrogante como o presidente.

Sem criatividade como o marketing do clube, sem novidades como a base em Cotia.

Ainda se dá ao luxo de fazer torcedor de palhaço quando sobe de 40 pra 100 reais uma arquibancada num jogo importante.

Títulos sempre camuflaram erros no futebol.  No São Paulo não acho que seja diferente.

A verdade é simples, e dura apenas mais 1 semana: O time joga mal, não empolga ninguém há 4 anos, não recicla grandes ídolos, não investe em grandes reforços, não faz a base funcionar, não tem patrocinador, perdeu a Copa (meta anunciada do ano), está sem grana, com um treinador apático e uma chance na Libertadores.

Claro, como diz a lei do futebol, se ganhar na quarta-feira tudo isso é mentira. É o “maior do mundo”, e por aí vai.

Aquele time do Marlos que dribla, do Fernandão líder, do Fernandinho reforço mágico, da melhor zaga do país, do super-Cicinho, do ótimo Hernanes, não engrana. Seria tudo isso fruto da imaginação do torcedor ou apenas não encaixa?

Qualé a cara deste São Paulo, afinal?

O covarde que ganha? O corajoso que perde? Ou desta vez seria um apático que empata?

De 2006 pra cá, mesmo campeão, o SPFC só piora seu futebol e sua administração.

Cada ano pior, no campo, fora dele, na empáfia, nos bastidores, na base, no patrocinador, em tudo.

Mas quarta-feira um golzinho de pênalti resolve todos estes problemas.

Assim segue. Há tempos.

abs,
RicaPerrone